A Agência de Emprego paga milhões aos consultores, mas nada muda.

A Agência Federal de Emprego está a gastar 243 milhões de euros em consultores e na modernização dos seus processos em papel. Mas ainda falta ajuda prática.
Porque é que as agências federais gastam 243 milhões de euros em aconselhamento?
A resposta oficial é melhorar processos, reduzir estruturas e avançar na digitalização. A verdade não oficial é menos agradável. A BA está comprando troco porque não consegue administrar isso sozinha.
2,5 mil milhões de euros em 10 anos – Parece um novo começo, mas muitas vezes é apenas uma manutenção cosmética do sistema. Embora os consultores criem documentos estratégicos, a base é chamada de digital, mas sofre com formulários processados de forma semelhante, erros de software e aplicativos. Em suma, a BA contratou especialistas externos para continuarem a trabalhar internamente como antes. Custou mais.
Quais reformas realmente fizeram a diferença?
Sim, houve progresso nas candidaturas online, nas videoconsultas, nas aplicações de troca de emprego e na correspondência com base nas competências. Tudo faz sentido e tudo está atrasado. Contudo, o núcleo da cultura que vê as pessoas como objectos de administração permanece. A digitalização tornou-se uma fachada para o pensamento analógico.
As pessoas que ligam para a BA muitas vezes recebem a mesma sentença que receberiam há 20 anos, apenas através de um fone de ouvido. As diferenças são humanas, não técnicas. Impressões: A BA modernizou a superfície, mas manteve a mesma atitude.
Christoph Maria MichalskiConhecido como “Navegador de Conflitos”, ele é um respeitado especialista em conflitos e liderança. Ele analisa conflitos sociais, políticos e pessoais de uma forma fácil de entender e com uma visão clara das soluções. Ele é membro do Círculo EXPERTS. O conteúdo representa opiniões pessoais baseadas na experiência individual.
Por que o período de desemprego ainda permanece tão longo?
Porque a eficiência não vem da tecnologia, mas da confiança. O desemprego está em torno de 5-6% há anos. O número de desempregados de longa duração é de aproximadamente 1 milhão. O custo económico do desemprego em 2023 ascendeu a aproximadamente 67,5 mil milhões de euros.
Se a autoridade gerir milhares de milhões de dólares e investir 243 milhões de dólares em aconselhamento, haverá um sucesso mensurável em algum lugar. Mas ele não é assim. Veredicto: A BA não combate o desemprego, organiza o processo.
Quão humana é a autoridade que deve prestar assistência?
Um guia antes do conhecimento da natureza humana, uma forma antes da inteligência: este é o DNA da BA. Em 2003, como gerente de agência de uma instituição de ensino, testemunhei a introdução de vales-educação. Este foi um pesadelo burocrático rotulado de pedagógico.
O que era concebido como apoio individual tornou-se um cemitério de números. Aqueles que precisarem de suporte receberão um pacote de inscrição com data de vencimento.
Figuras de autoridade gostam de estrutura, mas não de degradação. Ela entende o grupo-alvo, mas não a biografia. E enquanto o sucesso for medido pela qualidade do processo e não pelo destino, a palavra “agência” continuará a ser uma amarga ironia.
O que Andrea Nahles realmente mudou?
Nales, que servirá como Ministro federal do Trabalho e Assuntos Sociais até 2027, apelou a um novo espírito. “Vou buscar ajuda aqui. Não sou o candidato.”
Parecia uma mudança cultural e permaneceu retórica. Sim, os nossos centros de serviços foram remodelados, os processos foram agilizados e as aplicações digitais foram simplificadas. Mas a atitude básica de testar as pessoas antes de confiar nelas permaneceu.
Nahles entendeu que os cidadãos queriam dignidade, não educação. Mas não consigo ouvir o sistema muito bem. Mesmo aqueles que tentam ajudar permanecem desconfiados. Simplificando, o chefe fala humanidade e a máquina responde com o Formulário 39B.
O que deveria acontecer?
Um BA não exige mais um contrato de consultoria, mas sim um senso de realidade. Se você realmente quer ajudar, você tem que permitir a intimidade, abdicar da responsabilidade e tolerar uma burocracia que não é perfeita, mas é humana. Menos relatórios e mais relacionamentos.
Menos controle e mais competência. Os curtos-circuitos são reduzidos e a praticidade aumenta. Enquanto a vida de BA mudar em vez de vivê-la, nada mudará. Ele continuará a parecer moderno e a parecer antigo. Portanto, a verdadeira questão não é de quantos conselhos ela precisa, mas quando ela começa a acreditar em si mesma.
Apesar de 20 anos de reforma, digitalização, aconselhamento e nova liderança, o Serviço Federal de Emprego ainda é um sistema que gere as pessoas em vez de as acompanhar. Ela aprendeu como é o progresso. Ela está apenas praticando.



