Na Câmara dos Deputados, Rodrigo Coelho (PSB-SC) recusa privilégios e dá exemplo

Deputado Federal eleito em Joinville, Rodrigo Coelho (PSB-SC) inicia o mandato dando exemplo de cidadania ao recusar privilégios

Quando vereador, Rodrigo Coelho recusou o uso de veículo oficial, diárias de viagens e o uso do celular do gabinete. Custeava tudo pelo próprio bolso. Nas eleições de 2018, Coelho candidatou-se a deputado federal e elegeu-se com 43.314 votos.

Na segunda-feira (18), Coelho publicou em seus perfis das redes sociais que não fará uso da ajuda de custo, benefício popularmente chamado de auxílio-mudança, que é concedido para parlamentares desde 2015. E na terça-feira (19), anunciou a renúncia de não aderir ao Plano de Seguridade Social dos Congressistas, a famosa Aposentadoria Especial dos Parlamentares.

No início e no final do mandato, cada parlamentar recebe o equivalente ao valor mensal da remuneração, que no caso dos deputados federais é de R$ 33.763,00 (bruto). Tal ajuda de custo é utilizada para compensar despesas de mudança e de transporte. “O Brasil conta com mais de 13 milhões de desempregados. Muitas pessoas dependem de ações sociais e várias associações necessitam de amparo, em especial as que cuidam de crianças e idosos”, pondera Coelho.

Grande defensor das boas práticas e do fim de privilégios para políticos, o parlamentar se comprometeu em destinar o montante para ONGs e entidades filantrópicas que desempenham relevantes serviços sociais em Joinville e demais cidades do Estado de Santa Catarina. “Tomei essa decisão em novembro de 2018. Sou contra essa ajuda de custo, é um absurdo sem tamanho! Já declarei apoio na Câmara dos Deputados ao Projeto que extingue essa anomalia”, conta o parlamentar catarinense. Segundo ele, muitas entidades poderão ser beneficiadas com a quantia.

“Não temos como ajudar todas, mas faremos o possível. A população já está se manifestando e indicando quais projetos e ações devem ser contemplados na repartição do montante”, afirma Coelho, que prestará conta de cada destinação efetuada.

Sobre a recusa em aderir ao Plano de Seguridade Social dos Congressistas, a famosa Aposentadoria Especial dos Parlamentares, justifica: “Como a maioria dos trabalhadores desse país, vou continuar pagando o INSS, no Regime Geral de Previdência Social. A diferença desses dois modelos é gritante. Se eu escolhesse o Regime Especial dos Congressistas, poderia me aposentar com um benefício bem maior do que o teto do INSS, atualmente, que é de R$ 5,8 mil. E não estamos aqui de brincadeira. Se esse foi o meu discurso durante as eleições, vai ser a minha prática pelos próximos quatro anos”.

Um dos temas mais importantes hoje na Câmara é a discussão da reforma da Previdência. Coelho é enfático – “Temos que cortar o mal de todos os lados. A Reforma da Previdência tem que começar pelos políticos. Defendo que todos têm que dar sua parcela de contribuição: quem está na iniciativa privada, os servidores públicos e os militares.

Rodrigo Coelho na Câmara dos Deputados:

 

 

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