No Dia Mundial do AVC de 2025, neurologista do Fortis alerta sobre causas comuns de AVC: Estresse, tabagismo e falta de sono
Não é sempre que percebemos como alguns dos hábitos mais comuns afetam silenciosamente a nossa saúde a longo prazo. Até, claro, que algo tão grave como um acidente vascular cerebral ou uma doença cardíaca nos surpreenda. No Dia Mundial do AVC de 2025, um neurologista do Hospital Fortis explica que os AVC podem resultar de escolhas de estilo de vida e hábitos de longo prazo que aumentam o risco sem sinais imediatos. Conhecer essas causas pode ajudar a prevenir acidentes vasculares cerebrais e salvar vidas.
Quais fatores de estilo de vida aumentam o risco de acidente vascular cerebral?
O estresse crônico, a inatividade física e o tabagismo aumentam o risco de derrames, juntamente com outros fatores ocultos que podem nos afetar diariamente.
1. Inatividade
Muitas pessoas levam vidas sedentárias. Os trabalhos geralmente envolvem longas horas em computadores, e atividades como compras on-line e streaming facilitam a passagem excessiva de tempo nas telas. “Essa falta de exercício pode levar a sérios problemas de saúde, como obesidade, diabetes, colesterol alto e pressão alta”, disse o Dr. Vinit Banga, neurologista do Fortis Hospital, Faridabad. Injeções de saúde. Esses problemas são fatores de risco conhecidos para ambos os tipos de AVC: isquêmico e hemorrágico.
O exercício regular ajuda a proteger contra riscos à saúde. Os neurologistas do Fortis observam que atividades simples, como caminhada rápida, ciclismo ou natação, podem melhorar a saúde do coração. Procure fazer pelo menos 30 minutos de exercício todos os dias. “Procure formas de adicionar movimento ao seu dia a dia”, sugere a médica. Mesmo pequenas mudanças, como usar escadas em vez de elevador, podem fazer uma grande diferença. Criar o hábito de ser ativo não só ajuda a prevenir acidentes vasculares cerebrais, mas também leva a um estilo de vida mais saudável e ativo.
2. Estresse crônico
Imagine uma situação em que o trabalho, a família e os compromissos sociais o puxam em direções diferentes. Esse estresse contínuo não só prejudica a saúde mental, mas também afeta a saúde física. “Quando você está estressado, seu corpo libera hormônios como adrenalina e cortisol. Se esses hormônios permanecerem elevados por muito tempo, podem aumentar a pressão arterial e a frequência cardíaca”, explica o neurologista. Esta pressão constante no coração e nos vasos sanguíneos pode causar danos ao longo do tempo, tornando mais fácil o estreitamento ou a coagulação dos vasos sanguíneos, o que pode resultar num acidente vascular cerebral.
O estresse crônico pode levar a sérios problemas de saúde. Muitas pessoas lidam com o estresse comendo demais, bebendo demais ou fumando. Esses hábitos aumentam o risco de derrames, aumentando a pressão arterial e os níveis de açúcar no sangue. Existem maneiras eficazes de lidar com o estresse. Técnicas como atenção plena, exercícios regulares e fortes conexões sociais podem ajudar a reduzir seus efeitos adversos à saúde. O gerenciamento proativo do estresse pode melhorar sua saúde vascular a longo prazo.
3. Fumar
Fumar é uma das principais causas de acidente vascular cerebral que podemos prevenir. Os produtos químicos nocivos da fumaça do tabaco, como a nicotina e o monóxido de carbono, prejudicam os vasos sanguíneos. “Esse dano acelera uma condição chamada aterosclerose, na qual depósitos de gordura se acumulam nas artérias”, afirma o médico do Fortis. Como resultado, o fluxo sanguíneo fica bloqueado, aumentando o risco de acidente vascular cerebral.
O neurologista explica que “a nicotina contrai os vasos sanguíneos e aumenta a frequência cardíaca, sobrecarregando ainda mais o coração. Até mesmo respirar o fumo passivo pode prejudicar a saúde dos não fumantes.
Quais são as três principais causas do AVC?
Embora tenhamos discutido os principais fatores de estilo de vida que aumentam o risco de acidente vascular cerebral, três causas menos conhecidas podem estar afetando silenciosamente a sua saúde.
- Desidratação: Manter-se hidratado é importante para todos, mas muitas pessoas não percebem que isso pode ajudar a prevenir derrames. Quando você está desidratado, seu sangue pode ficar mais espesso, o que aumenta o risco de coágulos sanguíneos. Beber bastante líquido ao longo do dia ajuda a manter o sangue com uma consistência saudável e reduz o risco de acidente vascular cerebral.
- Má qualidade do sono: Problemas de sono, como apneia obstrutiva do sono, podem aumentar o risco de acidente vascular cerebral. “Durante os episódios de apneia, a respiração para temporariamente, o que pode levar à falta de oxigênio e sobrecarregar o coração e os vasos sanguíneos”, afirma o especialista. Concentrar-se em bons hábitos de sono e tratar distúrbios do sono pode melhorar sua saúde.
- Deficiências nutricionais: Muitas pessoas concentram-se nos perigos das dietas ricas em açúcar e gordura, mas nem todos percebem que a falta de nutrientes essenciais também pode aumentar o risco de acidente vascular cerebral. “Nutrientes como ácidos graxos ômega 3, potássio e vitaminas B6, B12 e D são importantes para manter os vasos sanguíneos saudáveis”, explica a especialista. Comer uma dieta balanceada repleta de frutas, vegetais, grãos integrais e gorduras saudáveis pode beneficiar o coração e os vasos sanguíneos.
Qual é a melhor maneira de reduzir o risco de acidente vascular cerebral?
Ao discutir os factores de risco de AVC, é importante considerar formas práticas de os reduzir. Aqui estão algumas estratégias eficazes para abordar os principais fatores de risco associados ao AVC:
1. Aumentar a atividade física
- Estabeleça uma meta diária: procure fazer pelo menos 30 minutos de exercícios moderados na maioria dos dias da semana. Isso pode incluir caminhada rápida, ciclismo ou natação.
- Incorpore movimento: Procure oportunidades de se movimentar ao longo do dia, subir escadas, fazer alongamentos na mesa ou fazer pequenas caminhadas durante os intervalos.
- Participe de uma aula ou grupo: considere inscrever-se em aulas de ginástica ou ingressar em um grupo de caminhada para se manter motivado e responsável.
2. Gerenciando o estresse crônico
- Pratique técnicas de atenção plena e relaxamento: Atividades como meditação, respiração profunda e ioga podem ajudar a reduzir o estresse.
- Fique conectado: mantenha redes sociais fortes. Passar tempo com amigos e familiares pode fornecer apoio emocional e reduzir o estresse.
- Estabeleça limites: Aprenda a dizer não e a gerenciar seus compromissos para evitar sobrecarga. Priorize o autocuidado e reserve tempo para atividades que lhe tragam alegria.
3. Parar de fumar
- Procure apoio: Use recursos como linhas diretas, grupos de apoio ou aconselhamento para ajudá-lo a parar de fumar.
- Considere alternativas: Explore terapias de reposição de nicotina ou medicamentos que possam ajudar a controlar os sintomas de abstinência.
- Mantenha-se ocupado: participe de atividades que mantenham suas mãos e mente ocupadas, tornando mais fácil resistir aos desejos.
4. Hidratação
- Defina lembretes: use aplicativos ou alarmes para se lembrar de beber água ao longo do dia.
- Mantenha a água acessível: Tenha sempre uma garrafa de água por perto para estimular a hidratação regular.
- Coma alimentos hidratantes: Incorpore frutas e vegetais com alto teor de água, como pepino, laranja e melancia, em sua dieta.
5. Melhorar a qualidade do sono
- Estabeleça uma rotina de sono: procure horários consistentes para dormir e acordar, mesmo nos finais de semana, para regular o relógio interno do seu corpo.
- Crie um ambiente de sono relaxante: certifique-se de que seu quarto esteja escuro, silencioso e calmo. Considere o uso de máquinas de ruído branco ou cortinas blackout, se necessário.
- Abordar distúrbios do sono: Consulte um profissional de saúde se houver suspeita de apnéia do sono ou outros problemas do sono, pois eles podem fornecer opções de tratamento eficazes.
6. Melhorar a dieta
- Concentre-se na nutrição: incorpore alimentos ricos em ácidos graxos ômega-3 (como peixe, linhaça e nozes), potássio (banana e batata doce) e vitaminas essenciais (encontradas em folhas verdes e grãos integrais).
- Planeje refeições balanceadas: Prepare refeições que incluam diversos nutrientes, visando pratos coloridos recheados de frutas e vegetais.
- Limite os alimentos processados: Reduza a ingestão de alimentos processados com alto teor de açúcar e gordura, cozinhando em casa com ingredientes inteiros.
(Nota aos leitores: Este artigo é apenas para fins informativos e não substitui o aconselhamento médico profissional. Sempre procure o conselho do seu médico com qualquer dúvida sobre uma condição médica.)



